Mecânicos

24 de out. de 2009

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Perdidos no ferro-velho,
sujos com o pó e a ferrugem.
Vivem de seu sangue sintético.
Vivem sem sentir a vida!
Novos manequins da depressão...

Éramos quase perfeitos.
A não ser pela perfeição...

Nenhum volt pode puncionar
os seus corações automáticos.
Sentimentos mortos programados
O sentido para eles tem sentido
São números apagados pelo tempo
Códigos revelam fantasmas

Ecos catam suas tristezas:
“mortos dificilmente morrem”

Anjos de prata... Demônios de ouro
Todas malditas ilusões digitais
Somos malditos animais mecânicos
Caçados por balas imaginarias e
destruídos por nossas próprias engrenagens
Armas que se autodestroem

Até as maquinas sabem
que todos estão mortos...

SIMULTANEIDADE

23 de out. de 2009

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- Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo!
Eu creio em Deus! Deus é um absurdo!
Eu vou me matar! Eu quero viver!

- Você é louco?

- Não, sou Poeta.

Mario Quintana

Vampiros

22 de out. de 2009

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O céu estava loiro assim como ela
A lua brilhava como seus olhos
Gotas de tristezas molhavam o chão
enquanto a tempestade vinha de seu beijo,
varrendo minha alma para longe de tudo.

A tirania de seus suspiros
Dispara meu coração para um repentino coma.
Vivemos quando o sol morre,
Brilhamos nas trevas junto com as estrelas...

O seu sangue em meus lábios.
Minha alma em suas mãos.
Rosas mortas nascem do mau,
Rosas colhidas do seu coração.

Estamos gritando pelo ódio ou pelo prazer?
Estamos rezando para Deus ou para o demônio?
Somos assim porque queremos viver ou morrer?

Apenas devore meu corpo, seduza minha dor!
só no meu mundo você pode ser minha.
vendo minha alma pelo seu amor,mesmo você sendo só um fantasia!

Mutilação

7 de out. de 2009

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A dor começa lentamente
Como fogo que queima ardente
As chamas dançam o fim
Flamejando sobre nosso caixão
Incinerando as memórias do meu coração

Nossa mutilação mental
Não são cortes ou etc. e tal
Nem poemas sobre a tentação.
São sentimentos reprimidos
Controlados por comprimidos.
O Que não controla nossa perversão!

Não chore por ver o sangue escorrendo
Não chore por ao ver que estou morrendo
Só chore ao lembrar-se da canção
Que mutilação é a melhor e a
mais sincera forma de adoração.

Inocência

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Hoje beijo a divertida realidade,
para um estranho novo jogo...
É bem melhor do que a imaginação.
O bom que não sujarei mais as mãos!

Beba-me! Coma-me!
Isso é apenas o começo.
Vamos abusar do abuso.
Vamos usar os usados.
Vamos brincar sem brinquedos.

Foda elas! foda eles?
Lamber o diferente é tão igual!
Chupar o igual é tão diferente!
Fazer o que se eu sou diferente...
Fazer o que se eu sou também igual...

Foda com elas! Foda com eles!
Comecem beijando meus fetiches...
Oh Isso! Lambam meus desejos...
Não mordam! Apenas Chupem minha alma.
Coloquem pra dentro minha indecência
Agora foda minha inocência!

O Demônio

5 de out. de 2009

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Palavras desenhadas em almas
A arte muda com o brilho da lua
Letras dão forma para sua pintura
já que coisas nunca estão calmas

O silencio deixou-o mudo
Dores de outro mundo
Cores estão desbotadas
Asas estão cortadas
E sua alma esta acorrentada

Escreve maldições para ter a cura
Ouve infinitamente seus mantras
Grita poemas sobre a loucura
Mentiras da sua mente
Ou verdades do seu inconsciente?

Uma mascara deprimida
É algo em mim que não é certo
Sou um anjo, sou um demônio
Ou apenas sou um livro aberto
em paginas em branco.

O início da partida ou a chegada do fim?

4 de out. de 2009

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E hoje morto estou.
Tudo enfim acabou.
Amanhã estarei vivo de novo,
mas queria que tudo estivesse morto.

Já não temos mais sonhos,
Existem apenas pesadelos.
Tudo foi sugado pela morte!
Acendemos velas para a vida,
Enquanto o planeta morre.

Nossas mãos foram atadas,
Enquanto nos caímos do abismo.
Abandonamos nosso mundo.
Deixamos o amor de lado.
Vivemos com esse sorriso vazio.
É a o vento soprando para o fundo,
Tudo aquilo que foi amado...

O céu é bom demais para mim,
e chato demais para você.
Quando você quer uma coisa,
ela vai embora depressa demais!
Então feche os olhos, vire-se
e não volte nunca mais.

Minha Paz

2 de out. de 2009

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