A Morte

30 de dez. de 2009

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Mas o medo havia tomado conta de sua alma.
Medo relacionado com aquela palavra indecifrável que vira no espelho de sua alma.
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The Kill
30 seconds to mars

E se eu quisesse terminar?
Rir de tudo na sua cara
O que você faria?

E se eu desmoronar
Se não pudesse mais aguentar
O que você faria?

Venha me destruir
Me enterre, me enterre!
Eu estou farto de você!

E se eu quisesse lutar
Pelo resto da vida implorar
O que você faria?

Você diz que queria mais
O que você está esperando?
Eu não estou fugindo de você

Olhe nos meus olhos
Você está me matando, me matando!
Tudo que eu queria era você

Eu tentei ser outra pessoa
Mas nada parecia mudar
Sei agora este é quem eu realmente sou por dentro
Finalmente me encontrei
Lutando por uma chance
Sei agora este é quem eu realmente sou

Esquizóide

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Meu grande mundo branco
Meu grande mundo de fantasias
Criado para fugir da realidade
Criado para fugir de mim

Agora tudo é tão claro
Agora tudo parece se encaixar
Assim como a luva e a mão
Assim como a camisa de força e o louco

Apaixonado pelo irreal
Apaixonado pela solidão
Uma frieza emocional
Um vazio sentimental

Usa mascara para se esconder
Usa mascaras para ser outro ser
Um poeta de intelectualizações
Um poeta de indecisões

Sou interessado no desinteresse
Sou desinteressado no interessante
Sou alguém que descobriu a doença, sua loucura.
Sou alguém que descobriu talvez á tempo sua cura.

(...)
Sou só alguém...

(...)

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... só alguém
só um apaixonado
só um odiado
só palavras vazias
só vazios em palavras

só um te amo
só um te odeio
só o silencio
só a escuridão

só o preto
só o branco
só o vivo
só um morto

só um só
só alguém só
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"A arte de ser louco é jamais cometer a loucura de ser um sujeito normal"
Raul Seixas

29 de dez. de 2009

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"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente."

Fernando Pessoa

O Poeta

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O poeta nunca mente
Tampouco diz a verdade
Apenas resenha o que a mente
Possa aceitar por realidade

O poeta não sente dor
Não tem alegria nem tristeza
Forja em seu peito um falso amor
Reflete a sua imagem irreal beleza

O poeta não conhece a solidão
É um fantasma em meio ao próprio ser
Renega a luz, abomina a escuridão
Atenta a tudo ao se entrever

Assim, o poeta faz-se existir
Neutralizado entre o bem e o mal
Sonhando a ilusão de um dia poder sentir
O difuso sabor de uma vida real

André Moraes

27 de dez. de 2009

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"Cada corpo é um livro de sangue. Sempre que nos abrem, a impressão é vermelha."
Clive Barker

Um Frankenstein

25 de dez. de 2009

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Odiávamos todos os vivos.
Amávamos apenas os mortos.
Nossa juventude já era velha?
Só pensávamos em nossa vaidade

E ao contrario de Julieta
Não se matou ao ver seus amores mortos
Apenas criou algo novo para chamar de “seu”
Deu um adeus as trevas,
Ou um olá ao país das maravilhas?

Mas eu não estava quebrado
e você só queria a perfeição
mesmo sabendo que o que viva
era uma grande imperfeição

as verdades eram suas agulhas
as mentiras eram seus pontos.
Seu olhos eram frios e vazios
Retalhos macabros de uma alma...
feita de sentimentos mortos!

As cicatrizes deixadas pelo amor
Eram mais dolorosas e profundas
Que as dos nossos corpos de pedaços
E mais uma vez assassinou que amou

Sete palmos nos separavam.
Acompanhados pela solidão.
Suspirando nossas lembranças,
Palavras foram ditas ao vento...
...então por fim se foi.
(e como um clichê de um filme)
Foi embora, sem olhar para traz

- Oh non, rien de rien…Oh non, je ne regrette rien

Isso é a Minha Guerra

23 de dez. de 2009

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Hoje olhei no espelho
E perguntei..
Onde esta toda a raiva
Cadê aquele ódio
Que dava minha força
E nada respondeu. Nada falou
Apenas olhei.

Perguntei novamente
Onde estão os meus inimigos...
Estavam derrotados?
Estavam mortos?
Ou apenas vitoriosos?
Ouve um silencio...
Nenhuma reposta

Por um momento
tudo aquilo era estúpido
minhas risadas quebravam o silencio
então eu vi em meu reflexo um lagrima
e perguntei: “porque você esta chorando?”
e novamente não ouve respostas

olhei bem naqueles olhos e disse:
eu te direi porque choras...
Todos os meus inimigos
Aquele que eu tanto odiei
Que faziam meu sangue ferver de raiva
Era apenas um, sempre foi apenas um
Que hoje, mais do que nunca, me derrota dia após dia:
É você que olha profundamente em meus olhos.



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“...Este é o momento da verdade e o momento de mentir
O momento de viver e o momento de morrer
O momento de lutar,
O momento de lutar,
De lutar,
De lutar,
LUTAR...”

Infância

14 de dez. de 2009

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Bem, sua mãe já dizia...
Não era um menino de alegria
Tinha medo toda noite
E não falava durante o dia

Olhava para o céu, e nada sabia
Olhava para o espelho e nada via
A noite só chorava
De dia só dormia

Viva em uma caixinha
Admirando o mundo que não tinha
A noite era rebelde
De dia andava na linha

Adorava as bruxas dos contos de fadas
Amava espadas e cabeças decepadas
A noite havia estórias de magia
De dia eram estórias amaldiçoadas

Matou tudo aquilo que trazia dor
Em seu jogo de suicídio
Um dia teve medo do terror
Mas em uma noite se tornou
Um tipo estranho de amor

“Nunca imagine que não ser diferente daquilo que pode parecer aos outros que você fosse ou pudesse ter sido não seja diferente daquilo que tendo sido poderia ter parecido a eles ser diferente.”

Noite

10 de dez. de 2009

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Enquanto a noite nascia
a dor brincava com as nuvens
e o vento soprava meus desejos
o inverno disse que você morreria
o seu amanhã nasceu hoje.

...aquele era o fim do começo
o certo parecia dar errado
então errado te parecia certo
e sempre tudo foi errado
por que sempre tudo estava certo
aquilo era o começo do fim?

A noite começa a morrer
Via-se a alma daquele luar
o abismo que se abria no céu
caia fragmentos de uma vida
lagrimas gritavam do seu olhar

...mate tudo aquilo que foi dito
Comece um novo fim
Minta para suas verdades
Odeio o amado, Ame o odiado
E não mate aquilo que te matou...

a noite estava morta
aquele poderia ser o fim do mundo
mas você criava um Frankenstein de emoções
o sol vinha negro por mais um dia
você se calou quando fechou os olhos