Mecânicos

24 de out. de 2009

 


Perdidos no ferro-velho,
sujos com o pó e a ferrugem.
Vivem de seu sangue sintético.
Vivem sem sentir a vida!
Novos manequins da depressão...

Éramos quase perfeitos.
A não ser pela perfeição...

Nenhum volt pode puncionar
os seus corações automáticos.
Sentimentos mortos programados
O sentido para eles tem sentido
São números apagados pelo tempo
Códigos revelam fantasmas

Ecos catam suas tristezas:
“mortos dificilmente morrem”

Anjos de prata... Demônios de ouro
Todas malditas ilusões digitais
Somos malditos animais mecânicos
Caçados por balas imaginarias e
destruídos por nossas próprias engrenagens
Armas que se autodestroem

Até as maquinas sabem
que todos estão mortos...

2 comentários:

Pablo disse...

1 para 19

Mid disse...

Escrevendo melhor
com mais paixão
e muita raiva
q orgulho d vc!!!