O poeta nunca mente
Tampouco diz a verdade
Tampouco diz a verdade
Apenas resenha o que a mente
Possa aceitar por realidade
O poeta não sente dor
Não tem alegria nem tristeza
Forja em seu peito um falso amor
Reflete a sua imagem irreal beleza
O poeta não conhece a solidão
É um fantasma em meio ao próprio ser
Renega a luz, abomina a escuridão
Atenta a tudo ao se entrever
Assim, o poeta faz-se existir
Neutralizado entre o bem e o mal
Sonhando a ilusão de um dia poder sentir
O difuso sabor de uma vida real

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