Infância

14 de dez. de 2009

 



Bem, sua mãe já dizia...
Não era um menino de alegria
Tinha medo toda noite
E não falava durante o dia

Olhava para o céu, e nada sabia
Olhava para o espelho e nada via
A noite só chorava
De dia só dormia

Viva em uma caixinha
Admirando o mundo que não tinha
A noite era rebelde
De dia andava na linha

Adorava as bruxas dos contos de fadas
Amava espadas e cabeças decepadas
A noite havia estórias de magia
De dia eram estórias amaldiçoadas

Matou tudo aquilo que trazia dor
Em seu jogo de suicídio
Um dia teve medo do terror
Mas em uma noite se tornou
Um tipo estranho de amor

“Nunca imagine que não ser diferente daquilo que pode parecer aos outros que você fosse ou pudesse ter sido não seja diferente daquilo que tendo sido poderia ter parecido a eles ser diferente.”

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